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Publicado em: 28/06/2018

Vamos falar de Escoliose? Junho é o mês de conscientização da doença

A Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) é um desvio tridimensional da coluna que atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, de 2 a 4% da população mundial sofre com o problema e, para chamar atenção à doença, em junho é realizada a conscientização sobre a escoliose pelo mundo, comemorada no dia 27 desse mês.

No Brasil, o fisioterapeuta Dr. Rodrigo Andrade participou do estudo pioneiro sobre a prevalência da EIA no Estado de São Paulo e, segundo dados da pesquisa, foi observado que em 1,5% da população, o que significa mais de 6 milhões de brasileiros, são afetados por esta condição, em especial, adolescentes do sexo feminino. Por não ter cura, o tratamento a esse tipo de desvio de coluna tem que ser feito de uma forma eficaz para que o problema não piore com o tempo e por profissionais que entendam dessa patologia, como o fisioterapeuta.

Segundo Dr. Rodrigo, “a escoliose idiopática adolescente aparece por volta dos dez a quatorze anos nas meninas, e de doze a dezesseis anos nos meninos e, muitas vezes passa despercebida pelos pais e pelo adolescente, que só a descobrem depois. Por se tratar de uma patologia progressiva, dependendo do ângulo das curvaturas detectadas, a recomendação pode até chegar a ser cirúrgica. Os médicos no Brasil, em geral recomendam o uso do colete, mas poucos conhecem os exercícios específicos que, se feitos corretamente em conjunto com o uso, podem conter e até reduzir os ângulos das curvaturas”, pontua.

Além de destacar a importância da detecção precoce do problema, para um tratamento mais efetivo, Dr. Rodrigo alerta para o importante papel do fisioterapeuta nesta situação. “A detecção do problema é muito simples, muitas vezes um simples exame visual - com a criança ficando de pé (de sunga ou biquíni) observando principalmente a diferença na altura dos ombros, e dobrando o corpo para frente como se fosse tocar os pés - já é suficiente para enxergar o desvio na coluna e, a partir daí, pode ser utilizado um instrumento simples chamado escoliômetro e uma radiografia para confirmar o desvio e identificar a localização e angulação da escoliose. ” O fisioterapeuta ressalta que, no tratamento, a maioria dos médicos recomenda exercícios aleatoriamente. “Falam em pilates, RPG, até natação. Apesar destas atividades terem seus méritos, elas não são efetivas para escoliose e cabe ao profissional de Fisioterapia saber disso e orientar da melhor forma possível o paciente”, conclui.